Dia internacional da mulher e primeira lista do clube de leituras








Dia 8 de março, é o dia internacional da mulher. Um dia em que comemoramos todas as mulheres. As guerreiras, as santas, as novas, as perdidas, as acolhedoras, as simpáticas, as preocupadas, as mães, as avós, as tias, as que choram demais, as que riem como loucas, as que não estão nem aí, as que estão sempre ligadas, as que gostam de ler, as que não conseguem entender, as que escrevem e as que, acima de tudo, assumem os seus pontos de vista.

 

Nesse mês, vamos ler a literatura feminina do Brasil e de outros países. Vamos nos emocionar com a história da escritora escolhida.

 

Em nossa lista, constam as seguintes mulheres e seus respectivos livros:

As meninas, de Lygia Fagundes Telles;

Um chapéu para viagem, de Zélia Gattai;

As boas mulheres da China, de Xinran

Comer, Rezar e amar, de Elizabeth Gilbert;

Pollyana (menina e moça), de Eleannor H, Potter;

A vegetariana, de Han kang;

Um gato entre os pombros, de Agatha Christie;


 

Essas sete escritoras, farão parte da lista do mês de março quando celebramos o Dia Internacional da Mulher. No dia oito de Março.

As histórias são balanceadas, um pouco de romance, suspense, não ficção, fantasia e por vezes, muita dor. Em nada, distorcendo a realidade. Mulheres que viram a história das suas janelas e criaram um mundo capaz de ser lido por nós. Vamos abraçar a escritora do mês e falar sobre o que achamos e o que mais nos chamou a atenção.

 

 

Lygia Fagundes Telles - As meninas



As meninas que intitulam este terceiro romance da autora paulistana são as amigas Lorena Vaz Leme, estudante de Direito, de comportamento guiado, sobretudo pelo ideal romântico de feminilidade, Lia de Melo Schultz, a subversiva militante de esquerda que estuda Ciências Sociais e a absolutamente linda Ana Clara Conceição, estudante de psicologia assombrada pelo passado marcado por abusos sexuais e pelo presente dominado pelo uso de drogas. Em 1969, ano em que os acontecimentos se passam, as três vivem no Pensionato Nossa Senhora de Fátima, ao redor do qual ronda o espectro da ditadura militar brasileira, até infiltrar-se de maneira irreversível e direta nesse espaço e na vida de suas habitantes.

Lygia Fagundes da Silva Telles (nascida Lygia de Azevedo Fagundes; São Paulo, 19 de abril de 1923), também conhecida como "a dama da literatura brasileira" e "a maior escritora brasileira viva", é uma escritora brasileira, considerada por acadêmicos, críticos e leitores uma das mais importantes e notáveis escritoras brasileiras do século XX e da história da literatura brasileira. Além de advogada, romancista e contista, Lygia tem grande representação no pós-modernismo, e suas obras retratam temas clássicos e universais como a morte, o amor, o medo e a loucura, além da fantasia.

 Nascida na cidade de São Paulo, cresceu em Sertãozinho e outras pequenas cidades do interior paulista, e desde pequena demostrou interesse pelas letras. Aos oitos anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, permanecendo lá por cinco anos. De volta a São Paulo, matriculou-se no Instituto de Educação Caetano de Campos e passou a interessar-se por literatura. Sua estreia literária foi com o livro de contos Porão e Sobrado (1938), o qual foi bem recebido pela crítica; o sucesso se repetiu com Praia Viva (1944). Após ter concluído o curso de Direito na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em 1946, onde conhecera Mário e Oswald de Andrade, Paulo Emílio Sales Gomes, entre outros, integrou a academia de letras da faculdade e colaborou com os jornais Arcádia e A Balança. No ano seguinte, ela casou-se com Gofredo Teles Júnior, com quem teve Goffredo da Silva Telles Neto, casando-se novamente em 1962 com Paulo Emílio Salles Gomes. O terceiro livro de contos dela, O Cacto Vermelho, lançado em 1949, recebeu o Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras. Seu primeiro romance, Ciranda de Pedra, publicado em 1954, foi bem recebido pela crítica e público, tornando-a nacionalmente conhecida. Em paralelo à carreira literária, ela trabalhou como Procuradora do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo, cargo que exerceu até a aposentadoria, e foi presidente da Cinemateca Brasileira, fundada pelo marido Paulo Emílio.

Maiores informações: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lygia_Fagundes_Telles

 

Zélia Gattai - Um chapéu para viagem –



Em Um chapéu para viagem, lançado originalmente em 1982, Zélia Gattai - sempre interessada nos vestígios da memória - relata sua longa viagem sentimental como mulher e testemunha fiel do marido célebre, Jorge Amado. Juntos, atravessam os anos do Estado Novo e os perigos da política. Foi em plena militância, em uma reunião do Comitê pela Anistia, que Jorge viu sua futura esposa pela primeira vez. Este e outros episódios do início da relação que duraria mais de cinquenta anos são narrados por Zélia com a prosa envolvente e despretensiosa de sempre. Neste livro, que traz um caderno com fotos da época, o mundo da política e da literatura se embaralham, assim como a nitidez dos eventos históricos e a turvação da memória pessoal. As origens familiares e as recordações da juventude de Jorge e de Zélia se misturam às ações corriqueiras do presente e aos sobrevoos da imaginação. Mario de Andrade, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Carlos Lacerda, Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi e outros personagens célebres se confundem com parentes distantes cheios de histórias curiosas. Na literatura de Zélia, escrita em forma de mosaico - o que a deixa sempre aberta e arejada -, há espaço para todos. As histórias ziguezagueiam do Rio a Ilhéus, de Porto Alegre a Paris, de Montevidéu ao interior do Ceará.

Zélia Gattai Amado de Faria, (São Paulo, 2 de julho de 1916 — Salvador, 17 de maio de 2008) foi uma escritora, fotógrafa e memorialista (como ela mesma preferia denominar-se) brasileira, tendo também sido expoente da militância política nacional durante quase toda a sua longa vida, da qual partilhou cinquenta e seis anos casada com o também escritor Jorge Amado, até a morte deste.

Maiores informações: https://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9lia_Gattai

 

XinRan - As boas mulheres da China




As histórias abordam diversos temas de difícil digestão, como abuso infantil, estupro, casamento forçado e suicídio. A princípio, Xinran se coloca como uma jornalista ingênua, que sabia muito pouco sobre a vida das mulheres chinesas. Ela até abre uma linha telefônica para o público, o que gera diversas situações complicadas por conta da censura vigente sobre diversos assuntos, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

“(…) As boas chinesas são condicionadas a se comportar de maneira meiga e dócil, e levam esse comportamento para a cama. O resultado é que os maridos dizem que elas não têm sex appeal e as mulheres se submetem à opressão, convencidas de que a culpa é delas. Têm que arcar com a dor da menstruação e do parto e trabalhar como homens para sustentar a família quando o marido não ganha o suficiente. Os homens penduram fotos de mulheres bonitas acima da cama para se excitarem, enquanto as esposas se culpam pelo corpo desgastado que têm. E em todo caso, aos olhos dos homens não existe isso de boa mulher.

Entretanto, Xinran também se mostra uma excelente ouvinte para as histórias dessas mulheres e conforme sua pesquisa avança, seu domínio sobre a arte de contar essas histórias também aumenta. Mesmo que os textos muitas vezes sejam extremamente cruéis, são necessários para o entendimento da vivência de uma parcela da população chinesa que teve suas vozes silenciadas por séculos de opressão patriarcal.

Retirado do site: https://deliriumnerd.com/2017/11/20/as-boas-mulheres-da-china/

Este é um nome chinês; o nome de família é Xuē .

Nome completo          Xuē Xīnrán

Nascimento     19 de julho de 1958 (62 anos)

Pequim, China

Nacionalidade chinesa

Ocupação        jornalista, escritora, radialista

Xinran, (Pequim, 19 de julho de 1958) é uma jornalista, radialista e escritora chinesa. Xinran foi apresentadora de um programa de rádio em Nanquim entre os anos de 1989 e 1997, denominado "Palavras na brisa noturna". Nele, discutia aspectos do cotidiano e dava conselhos aos ouvintes.

É a autora do livro Sky Burial, romance que retrata a ida de uma chinesa em busca do marido desaparecido no Tibete. No Brasil, ele foi publicado em 2004 pela Companhia das Letras sob o título Enterro Celestial.

 

Eleanor H. Potter – Pollyana e Pollyanna moça




Nesse livro Pollyanna reaparece inicialmente ainda em sua fase infantil, agora já com os movimentos nas pernas restabelecidos. A menina é enviada para a casa de uma viúva -irmã de uma das enfermeiras- com o objetivo de curar a mulher de sua amargura. Sem saber de sua missão, Pollyanna desempenha o papel esperado. Ainda que não tenha conseguido implantar o tão conhecido jogo do contente na casa da sua anfitriã, a menina consegue retirar a viúva de seu estado de lamúria e promove encontros bem convenientes.

A segunda parte do livro traz Pollyanna jovem, não lembro a idade mas creio que é algo entre 17 e 20. Ela e sua tia Polly, agora viúva, voltam da Alemanha falidas. A tia Polly aparece mais amargurada que nunca pois além de estar sem o amor de sua vida, tem o orgulho ferido por estar pobre e velha. A volta de Pollyanna causa um rebuliço na cidade, todos ficaram bastante curiosos –além de saudosos- para saber se o entusiasmo da menina fora desgastado pelo tempo e dificuldades financeiras. Logo eles constatam que ela continua a mesma menina enérgica de sempre.

Nascida em Littleton, em Nova Hampshire, Eleanor Hodgman foi originalmente cantora, mas, mais tarde, enveredou pela literatura. Em 1892, casou com John Lyman Porter e se mudou para Massachusetts. Porter escreveu principalmente literatura infantojuvenil, incluindo três livros Miss Billy (Miss Billy, Miss Billy's Decision e Miss Billy Married), Cross Currents (1928), The Turn of the Tide (1928) e Six Star Ranch (1912).

Seu romance mais conhecido é Pollyanna (no Brasil, "Poliana") (1913), sendo lançada, posteriormente, a continuação Pollyanna Moça, em 1915.

Morreu em Cambridge, em Massachusetts, em 1920.

Para conhecer mais sobre Eleanor, clique aqui:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Eleanor_H._Porter

 

Han Kang – A vegetariana – 




“Nunca tinha me ocorrido que minha esposa era uma pessoa especial até ela adotar o estilo de vida vegetariano”. Assim tem início o ganhador do Man Booker International Prize 2016, A vegetariana. Dividida em três partes narradas por vozes distintas, a primeira seção da novela é homônima ao livro e tem como narrador o marido de Yeonghye, mulher banal que, assaltada por sonhos tenebrosos envolvendo sangue, carne crua e labirintos assustadores, resolve parar de comer quaisquer produtos de origem animal. Sua disposição não termina aí: a protagonista também joga fora toda a comida da geladeira e passa a se esquivar do esposo para fugir do cheiro de carne que, segundo ela, exalava de seus poros.

Embora o título da obra possa causar a impressão de que sua trama tem como foco o vegetarianismo, isso não acontece. Em primeiro lugar, porque a personagem principal, quase sem voz dentro da própria história, limitando-se a narrar (provavelmente para si mesma) os sonhos que a perturbavam, jamais se autodenomina vegetariana. Esse é o título que lhe dão seus familiares, seu cônjuge, seu cunhado e sua irmã, responsáveis por relatar, respectivamente, cada um dos atos que compõem o livro. Mas a protagonista em si declara apenas que não quer mais comer carne. Ela não se classifica, não se insere em alguma categorização. Além disso, suas motivações não têm nada em comum com as que geralmente levam as pessoas ao vegetarianismo. A razão pela qual Yeonghye decide eliminar a carne de suas refeições parte dum ponto absolutamente íntimo e intransferível: seus sonhos. A gênese de seu vegetarianismo é seu próprio inconsciente.

Han Kang é filha do romancista sul-coreano Han Seung-won.  Ela nasceu em Gwangju e aos 10 anos, mudou-se para Suyuri (bairro do distrito de Gangbuk-gu), em Seul com a família. Estudou literatura coreana na Universidade Yonsei, localizada em Seul. Depois de se graduar trabalhou durante três anos como jornalista nas revistas Publishing Journal e Samtoh, entre outras.

Sua carreira literária teve início com a publicação de cinco de seus poemas, incluindo "Inverno em Seul", em edição da revista Munhak-gwa-sahoe (Literatura e Sociedade) em 1993. Já sua carreira enquanto romancista iniciou-se no ano seguinte, em 1994, quando foi ganhadora do Concurso Literário da Primavera de Seoul Shinmun, com o relato "A âncora escarlate". Em 1995, publicou seu primeiro livro de contos intitulado Yeosu (여수의 사랑). Em 1998, ela participou do Programa Internacional de Escrita da Universidade de Iowa por três meses, com o suporte do Conselho de Artes da Coréia.

Tornou-se mundialmente conhecida após a publicação do seu romance "A vegetariana" em 2007, pelo qual, após sua tradução ao inglês, conquistou o Man Booker Prize (Prêmio Booker) em 2016.

Atualmente, Han Kang ensina escrita criativa no Universidade de Seul, e escreve contos e novelas, além de realizar trabalhos de artes visuais. (https://www.literatamy.com/post/a-vegetariana-han-kang)

 

Agatha Christie – um gato entre os pombos -



Após um golpe de estado em Ramat, um país do Oriente Médio, as famosas joias do rei Ali Yusuf desaparecem. Alguns boatos levam oportunistas e certo bandido a rastreá-las até a sobrinha de seu piloto particular, Jennifer, na Inglaterra. Acontece que a menina acabou de ser admitida na disputadíssima escola Meadowbank para garotas, dirigida por Eleanor Bulstrode, uma mulher forte, inteligente e com grande faro para os negócios.

O caso complica quando este ladrão vai a Meadowbank em busca das joias e não mede esforços – nem mesmo assassinatos – para chegar a seu intento. Com a polícia inglesa sem pistas de quem pode ser, Hercule Poirot entra em cena para passar todos para trás!

Bom essa leitura foi bem chatinha no começo, porque até metade do livro o caso todo é construído para o leitor e não há avanços pela polícia local. Até que, de forma surpreendente, Poirot entra na história e tudo fica mais interessante até o desfecho com a pessoa mais improvável como o responsável por tudo! (http://www.sohlendo.com.br/2012/10/resenha-um-gato-entre-os-pombos-agatha.html).

Agatha Mary Clarissa Christie DBE, nascida Agatha Mary Clarissa Miller; (Torquay, 15 de setembro de 1890 — Wallingford, 12 de janeiro de 1976), popularmente conhecida como Agatha Christie, foi uma escritora britânica que atuou como romancista, contista, dramaturga e poetisa. Destacou-se no subgênero romance policial, tendo ganho popularmente, em vida, a alcunha de "Rainha/Dama do Crime" ("Queen/Lady of Crime", no original em inglês). Durante sua carreira, publicou mais de oitenta livros, alguns sob o pseudônimo de Mary Westmacott.

Segundo o Guiness Book, Christie é a romancista mais bem sucedida da história da literatura popular mundial em número total de livros vendidos, uma vez que suas obras, juntas, venderam cerca de quatro bilhões de cópias ao longo dos séculos XX e XXI, cujos números totais só ficam atrás das obras vendidas do dramaturgo e poeta William Shakespeare e da Bíblia. Segundo a organização Index Translationum, as obras de Agatha Christie já foram traduzidas, em levantamento recente, para mais de 100 idiomas em todo o mundo. Seu livro mais vendido, Ten Little Niggers (publicado no Brasil como E Não Sobrou Nenhum, ou O Caso dos Dez Negrinhos, e em Portugal como Convite para a Morte ou As Dez Figuras Negras), de 1939, é também, com cerca de 100 milhões de cópias comercializadas em todo o globo, a obra de romance policial mais vendida da história, além de figurar na lista dos livros mais vendidos de todos os tempos, independentemente de seu gênero.

Em 1971, foi condecorada pela rainha do Reino Unido, Elizabeth II, com o título de Dama-Comendadora da Ordem do Império Britânico, uma honra que consiste no equivalente feminino ao sir. No total, escreveu setenta e dois romances, sendo sessenta e seis deles do gênero romance policial e inúmeros contos, reunidos em quatorze coletâneas. É constantemente referida por seus emblemáticos personagens, incluindo o detetive belga Hercule Poirot e a idosa detetive amadora Miss Marple.

 

Comer, rezar e amar – Elizabeth Gilbert -



 Você já se sentiu perdido na própria vida? Imerso em um turbilhão de pensamentos descontrolados e autodestrutivos? Sem ver sentido na própria rotina? Tudo isso, e muito mais, foi sentido pela Liz. Quando finalmente se deu conta dos próprios pensamentos, ela decidiu tomar uma grande decisão: abandonar tudo e buscar sua essência.

Liz sempre teve tudo. Americana, magra, loira, casada, escritora bem remunerada, ou seja, tudo o que se espera para ser feliz, de acordo com os padrões de felicidade que circulam a nossa cultura. Porém, nem mesmo alegria ela conseguia sentir, muito menos felicidade.

Seu ponto de virada acontece no seu banheiro, quando Liz está com o rosto no chão e chorando sem parar por algum motivo que a mesma desconhece. Após implorar muito para que o Divino esclareça essa situação e a ajude a passar por isso, ela percebe que primeiramente deve pedir o divórcio do seu atual marido.

Após esse conturbado período, Liz começa a sair frequentemente com determinado homem e, como era de se esperar, seus problemas voltam a atormentá-la. Após muito choro, idas e vindas, desesperos e por ai vai, ela decide largar tudo, inclusive esse homem, para passar um período de um ano, dividido nos países Itália, Índia e Indonésia.

Por que esses países? Ela quer aprender a organizar e gerenciar melhor os prazeres oferecidos para os seres humanos, que são divididos em: prazeres da carne (Itália), prazeres da alma (Índia) e o equilíbrio entre eles (Indonésia). Então ela parte em busca de si mesma e do tão sonhado equilíbrio.

Elizabeth M. Gilbert (Waterbury, 18 de julho de 1969) é uma romancista, ensaísta, contista, biógrafa e memorialista norte-americana. É mais conhecida por suas memórias escritas em 2006, comer, rezar e amar, que em julho de 2010 estava há 180 semanas na lista dos mais vendidos do New York Times e que também deu origem ao filme de mesmo nome em 2010.


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